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11/10/2017

Filme | Feed, escrito e protagonizado por Troian Bellisario, 2017



"No fim? Chorei. (...) E cheguei a outra conclusão, o quão grave, doentio e profundo chega a ser as consequências no ser humano quando o mesmo perde alguém importante?"



Matthew (Tom felton) e Olivia Grey (Troian Bellisario)  são irmãos gêmeos, moram com os pais que parecem não estar no melhor momento do casamento e vivem em um mundo cheio de privilégios e oportunidade. Os jovens de dezoito anos acabam de iniciar o último ano letivo no colégio. Dentre os dois podemos notar que Matt é o irmão mais popular, extrovertido e confiante, enquanto Olivia Grey parece preferir a quietude e o estudos — motivo que a torna o troféu de exibição do pai.

Após uma sequência de acontecimentos que só acompanhamos pelo olhar da Liv, os irmãos se desentendem e no caminho para casa um acidente acontece, separando duas pessoas que sempre viveram unidas desde o nascimento. E isso não é spoiler, tá querido cinéfilo!?

É quando o Matt Grey (Tom Felton) morre ainda nos primeiros minutos iniciais que o filme começa de verdade. Fiquei pasma, curiosa e tensa em diversas cenas. Na grande parte foram todos os sentimentos de uma única vez. A questão da Liv (Troian) ver e aparentemente tocar ouvir e conversar, sabe? Interagir com seu irmão falecido como se ele fosse real, mesmo após o filme acabar, ainda foi estranho para mim. Bizarro e de certa forma, sentimental.

Ela sente falta dele nas primeiras semanas após o acidente o que é algo natural. No entanto, quando Matt começa a interagir com ela, existiam momentos que Liv não queria a sua presença. No filme podemos acompanhar então a convivência entre irmãos, a separação, o sentimento de perda e essa fase muito crazy — que no início parece amenizar a dor, mas que mais tarde até o telespectador começa a fica incomodado em como o Matt se torna invasivo e indesejado.

A personagem da Troian desejava que por muitas vezes o Matt fosse embora ou não cometesse determinadas ações e isso me deixou intrigada: como o Matt estava lá? O que o faz conseguir estar lá? Ter esse peso de ação em cima da irmã ainda abalada? É impressionante o tamanho do poder que seu irmão gêmeo, quando vivo, tinha de influenciá-la. Por eu estar tão envolvida com os personagens, a interpretação da Troian a do Tom e o enredo, só pensei tais coisas após uma hora de filme.

Intrigante. Escrevo. E ainda assim não me parece ser o adjetivo certeiro para Feed. No início da trama tudo parece natural: os jovens, suas personalidades, a instabilidade familiar e a tamanha proximidade dos irmãos. Essa normalidade é tão grande que se torna suspeita e consegue causar tensão no telespectador. Esses sentimentos de uma pré-surpresa e o desconforto com o desconhecido foi bem expressado e interpretado pelo Tom Felton (Matt Grey). Ele fez um ótimo trabalho.

Apesar de ser simpático falando e agindo, Tom conseguiu passar a sensação de que não se deve confiar no Matt. O que piora tudo já que o personagem mantém uma rotina íntima com Olívia, a irmã. Não sei se foi coisa da minha cabeça ou não, mas parecia que o mesmo tinha um interesse diferente pela Liv, algo que só ficou no clima mesmo. Seu irmão, Matt, possuía um carisma, porém se nota um perfil manipulador vindo dele mais tarde. O tipo que chega a usar as emoções frágeis da Liv para convencê-la de algo.

Durante o filme, antes mesmo do acidente — que é o estopim para o desenrolar — acontecer, fiquei imaginando o que estava por vir. Prefiro não ler a sinopse, acho que o filme/livro fica mais cheio de surpresas quando isso acontece, e no filme Feed eu fiquei apreensiva para descobrir o que exatamente eu iria presenciar assistindo-o. Para completar essa espera, pude apreciar a boa trilha sonora e merecendo um grande destaque, a fotografia do filme. Eu gostei do inicio, meio e fim. De tudo o que vi.

A escolha dos personagens, penso eu, não poderia existir ninguém melhor para interpretar os papéis dos irmãos Grey, seus pais e da Tiffany Boone que interpreta a ex do Matt (Tom Felton). Os personagens parecem terem sido criados para eles e não o contrário. Feed foi escrito por Troian Bellisario que também contribuiu na produção.

Eu simplesmente fui lá e assisti o filme sem pesquisar nada sobre ele antes e nem ler a sinopse e sou muito grata por isso. Foi um filme que você não sabe se mexe com espíritos, se é um sonho, se trata do psicológico ou alguma crença/realidade. O final é surpreendente e o filme em si é emocionante.

O Tom Felton caiu como uma luva no papel do Matt. Suas expressões, o empenho. Tão dedicado que só assistindo um papel bom seu para eu deixar de sentir raiva do Matt, apesar de nem saber pelo quê exatamente. Ainda estou confusa afinal. Já a Troian Bellisario, senti até motivação para retomar a segunda temporada de Pretty Little Liars, não pela série, mas apenas para vê-la atuando.

No fim? Chorei. Se tivesse me identificado mais teria chorado o filme todo. Trabalha com perdas familiares, depressão, crise familiar, crise de identidade e anorexia. Um gancho que desencadeia vários outros fatores. E cheguei a outra conclusão, o quão grave, doentio e profundo chega a ser as consequências no ser humano quando o mesmo perde alguém importante?

26/09/2017

FILME | A Batalha do Ano 1, breakdancing e muita dança




Roteiro: Brin Hill, Chris Parker
Estreia: 22 de Novembro de 2013
Duração: 1h 50m
Direção: Benson Lee


               A Batalha do ano traz um ex-dançarino e ex-treinador de basquete que após perder a esposa e o filho de quinze anos passou a viver isolado e na companhia de uma garrafa de álcool. Ele é convidado pelo seu ex-parceiro e amigo, Dante Graham (Laz Alonso), agora empresário que patrocina um grupo de breakdancing que representa os EUA, o qual não traz o título de campeão mundial a tempos para casa.

Mas, assim como nessa resenha, esses detalhes são apenas a introdução do filme. No desenrolar do roteiro é nos apresentado, não mais um filme sobre dançarinos e competições que almeja o topo, mas vários rapazes de etnias e costumes diferentes reunidos pelo treinador Jason Blake (Josh Holloway) após despedir a equipe anterior. Todos eles têm apenas o hip-hop em comum.

Não sou tão experiente falando de filme como sou de livros, então o que trago aqui é mais sobre opinião pessoal e lições acumuladas de filmes anteriores (risos). Então, tirando os detalhes técnicos e falando da história que “A Batalha do Ano” conta, afirmo ser um filme legal. Ele é ótimo na verdade, mas do jeito dele.

Battle o the Year não tem nada de tão esplêndido e de novo, porém o filme possui aquelas lições que sempre é nos apresentado em obras que abordam sonhos, como superação e união. Enquanto apreciamos a parte artística da dança, coreografias (porque o filme tem um foco bem atento no seu tema: dança) vamos aprendendo junto com os rapazes sobre o profissionalismo, dedicação e principalmente disciplina.

São uns doze dançarinos e como na maioria dos filmes que envolvem uma grande turma, nem todos tem espaço para a sua própria história pessoal para ser desenvolvida. Então as cenas que transmite dificuldade e superação é na grande maioria das vezes envolvendo toda a equipe. Mas claro que o Rooster, protagonizado pelo Chris Brown, tem um espaço um pouco maior que os outros.

Quem está a procura de um filme rápido, com aquele ar de competição e dança, fica a dica. O "Dream Team" precisa enfrentar eles mesmos, desde uma vaga na equipe e suas próprias personalidades, antes de enfrentar a Coréia – atual campeão do evento “A Batalha do Ano”, que reúne competidores de todo o mundo. O final foi bem desenvolvido, justa e deixou gostinho de quero mais.


SINOPSE
O filme segue a história de uma equipe americana de breakdancing, ou "B-boy", formada por jovens com problemas sociais e familiares. Eles são liderados por um treinador rígido (Josh Holloway), que os leva à França para participarem da competição Battle of the Year, na qual equipes de 18 países lutam pelo título de campeões mundiais.

20/09/2017

Playlist para ouvir lendo Proibido (Forbidden) da Tabitha Suzuma




          Olá seres humanos dessa vasta Terra,
          tudo bem com vocês?

           Eu curto muito isso de ouvir músicas enquanto estou lendo algum livro. Parece que dá um pitada amais de tempero na história sabe? No final do livro sempre acabo com uma playlist da leitura, outras vezes com uma playlist de livros individuais. Proibido escrito pela Tabitha Suzuma foi uma leitura fantástica ~e de uma importância muito pessoal~ para mim ano passado e enquanto eu estava acompanhando aquela história maravilhosa (resenha aqui) eu estava ouvido algumas músicas lá na minha conta do Spotify. Estou compartilhando com vocês caso tenham interesse. São músicas internacionais, românticas e cheia de muito sentimento, como: I Won't Let You Go e Let it All Go.

Nascau e Prosa | Serie: "Toda Forma de Arte Precisa Ser reconhecida" 2/3

Créditos
      1. Pelo amor ao próximo, eu resistirei.
      2. A falta de acesso não é desculpas.
      3. Ser escritor é profissão.
     4. Você não sai com um bolo da padaria sem pagar por ele, então não queira ter um livro "de graça" se existe um valor a ser pago.


        Não quero que isso seja uma leitura maçante e chata, até porque é um assunto que agrada a poucos, mas que é do interesse de todos, seja você escritor, leitor e principalmente blogueiro. Acredito que a maioria, se não todos, leitores que cederam a prática de leitura de e-book por ser mais prático e de fácil transporte já se sentiu tentado a baixar o mesmo na internet de forma gratuita. Seja em MOBI, PDF, ePub, enfim… existem muitos formatos. E eu não nego que nunca fiz isso, pelo contrário.

Porém, lembro que eu sempre preferi os livros físicos e só comecei a ler em e-book no meio do ano passado. O que me deixou surpresa foi a sensação de desconforto enquanto eu estava baixando de forma ilegal aquele livro. Senti como se estivesse roubando alguma coisa.. pegando algo que não é meu. Trazendo para casa um livro que eu não havia pago. Essa sensação + preferir o livro físico me fazia sentir como se estivesse escrito algo acusatório em minha testa (risos). Se você quando pequeno já contou uma mentira bem pequena e que parecia inofensiva aos seus pais, então eles descobriram e o repreenderam por isso, seja grato. É assim que as coisas começam. A mentira passa a se tornar verdade para o mentiroso. O errado começa a parecer certo. E baixar um livro ilegal pela internet passa a ~parecer~ uma prática fácil e normal a ser feito.

        Sabe, a gente vive falando de coisas importantes como amor ao próximo, paz mundial, práticas do bem, ser contra praticas preconceituosas e todas essas coisas que ocorre pela escassez de empatia. Mas do que adianta falar de tantos problemas que acontecem no mundo se eu e você não fizermos as coisas mínimas? Como levantar a tampa do vazo, dar descarga, oferecer o assento do ônibus, respeitar uma arte e não compartilhá-la de forma ilegal?

        Se você se desconectar um minuto dessa grande emaranhado de piscas-piscas de natal que é o nosso dia a dia, vai perceber que as pessoas estão preocupadas se a sua pequena lâmpada está piscando mais bonita do que a do outro. O que quero dizer é que tudo o que (determinadas) pessoas fazem, não é porque elas estão dispostas realmente a cumprir aquilo, mas apenas para que o próximo veja… Para que o próximo perceba você ajudando o velhinho, você alimentando um cachorro, você ajudando alguém…

Parece que temos essa necessidade de termos uma platéia para observar as nossas ações e que, mais tarde, vai nos parabenizar por elas. Mas, o que acontece quando não tem plateia? O que acontece quando ninguém está te observando? O que eu digo, faço ou penso quando ninguém está por perto? Quem você se torna quando está sozinho é o que você é na vida! Hipocrisia é uma das, senão a, pior coisa que pode existir no ser humano. Todo mundo reconhece um mentiroso, interesseiro e uma pessoa falsa. Mas ser hipócrita é colocar uma máscara de algo que você não é. Mas, Jessie o que isso tem a ver com compartilhar PDF?
       TUDO. Se liga só:


C O M P A R T I L H A N D O eBOOK:
Por que não fazê-lo?

        Assim como existe a pirataria no meio músical, filmes e séries também existe no meio literário. Mas o que é pirataria?

“Ato de copiar ou reproduzir, sem autorização dos titulares, livros ou impressos em geral, gravações de som e/ou imagens, marcas ou patentes, software etc., com deliberada infração à legislação autoral."p. industrial" (Google Dicionário)


“Pirataria ou pirataria moderna, como alguns denominam, é a prática de vender ou distribuir produtos sem a expressa autorização dos proprietários de uma marca ou produto. A pirataria é considerada crime contra o direito autoral, a pena para este delito pode chegar a quatro anos de reclusão e multa.” (Fonte)
        Sabe aquele cara que vai preso por cometer um crime mesmo que pequenino? Se existir alguma diferença entre esse cara e alguém que faz apologia a pirataria, é uma linha bem tênue. A pessoa está cometendo um crime quando pega algo que não é Legal, autorizado e toma para sí. Pegar algo sem pagar por isso é roubo. Quando baixamos um livro, música, filme de forma ilegal estamos praticando um crime! Daria no mesmo entrar em uma livraria e levar um livro em baixo da roupa. Apoiar um crime é ser cúmplice. Foi isso que eu fiz a um tempo atrás e é isso que muitos leitores e blogueiros e até mesmo pessoas dentro de ~algumas~ escolas fazem ainda hoje.

        Lembra quando a galera diz que a depressão é o mal do século? Eu li certa vez em um site onde os especialistas consideravam a pirataria moderna o crime do século 21 e ainda afirmavam que a pirataria era mais movimentada que o tráfico de drogas. E sabe cara, antes de falar dos preços absurdos do Brasil, da falta de acesso a cultura, os livros que custam $25 $30 em média, eu estou aqui escrevendo sobre a minha consciência e sobre a sua. Estou escrevendo sobre quem eu e você somos quando ninguém está olhando o que nós estamos fazendo. O brasileiro tem muito disso de procurar argumentos ~desculpas~ para justificar um erro, mas isso é feio cara. MUITO feio mesmo.

Escrevo resenhas críticas aqui no blog, tenho meu livro lá no Wattpad, eu e tenho certeza que você também não gostaria de ter a sua arte, o seu trabalho, algo que você se empenhou em criar, sendo distribuído por ai de qualquer jeito. É a mesma sensação horrível de estar sendo plagiado. É cansativo, é frustrante e decepcionante. E quem causa isso não é apenas a falta de acesso a cultura e não são os preços do BR. Mas o leitor que prefere dar uma de esperto baixando um livro de forma ilegal na internet do que pagar por ele.

Ser escritor, pintor, compositor é como ser dentista, engenheiro, pedreiro, arquiteto. Nós queremos ser reconhecidos pelo nosso trabalho, mas acima disso queremos que ele seja respeitado. Que as nossas obras sejam valorizadas e compartilhadas de forma legal.

“Cabe ao leitor não baixar.

Cabe ao leitor não reproduzir.
Cabe ao leitor não encaminhar.
Cabe ao leitor denunciar.
Antes de baixar um livro na internet, certifique-se de que está liberado para download, certifique-se de que não fere os direitos do autor e de que não é um arquivo pirata. Faça a sua parte. O respeito ao direito autoral é fundamental para ampliar a cultura, a educação e a circulação do conhecimento. Pirataria não é democratização do acesso à cultura, mas sabotagem. Em vez de fortalecer a cadeia produtiva e permitir livros melhores e mais baratos, a pirataria restringe o número total de cópias legítimas, encarecendo-as. Denuncie.” (Editora Record)

        Se algum de vocês que estiverem lendo essa matéria/post faz isso, eu espero no mínimo que pensem sobre o caso, está bem? Quando a gente quer ter alguma coisa a gente precisa lutar para tê-lo e isso também se trata de um material como um livro. Eu amo pra caramba esse universo de ficção, de artes e sei que é difícil ter acesso a essas coisas. Eu moro no interior da Bahia, cara, e o frete até aqui é muitas vezes 60% do preço da minha compra, mas por causa disso eu vou fazer algo errado? Eu vou desrespeitar o trabalho do autor da arte que também me trás diversão e felicidade?

No início dessa matéria reflexiva eu falei sobre amor, empatia e hipocrisia porque se estivermos esses dois primeiros, nós vamos apoiar a Editora, respeitar o autor e ajudar os leitores. Peço principalmente aos colegas blogueiros que ajudem também a acabar com essa prática de pirataria. Nós fazemos partes da literatura e muitas vezes somos os “influenciadores literários” (risos).

A minha falta de recursos para trazer post bacanas para o blog não é desculpa para eu baixar um e-book de forma ilegal. A minha dificuldade de comprar um DVD original ou um CD também não é desculpa para eu infringir a lei. As minhas dificuldades e falta de grana não é motivo para ferrar com as vendas de editoras e escritores. Eu não posso pegar os tantos motivos econômicos para justificar o meu crime, entende?

       Olhando por outro ângulo, se eu continuasse fazendo isso não se trataria apenas de baixar livros de forma ilegal, mas da minha índole. Dos meus princípios e caráter. Ocorreu mudanças muito grande comigo no final do ano passado, um tipo de descobertas pessoais e princípios básicos. Se eu continuasse cedendo a tentação de baixar os milhões de livros que existem em sites ilegais, eu estaria indo contra o caráter que estou construindo.

Um dos primeiros princípios é o amor ao próximo. O que eu sei é que baixar livros na internet que não estão liberados para download é crime — independente se isso atinge ou não a editora, o cantor, o autor, continua sendo crime. Eu colocar as minhas condições acima do bem estar do próximo não é amor próprio, não é apenas ser vítima de preços absurdos: é ser egoísta.

Então, por amor ao próximo (as editoras, autores e principalmente aos futuros escritores) eu irei resistir a tentação de leitor de baixar livros e compartilhá-los de forma ilegal nas redes da vida, beleza?

02/08/2017

Tutorial (sqn) de: Como ouvir músicas e Ler ao mesmo tempo


               Essa matéria /post é para você que tem curiosidade ou que quer começar a ouvir músicas enquanto lê um livro. Escrevi alguns pontos que sempre levo em conta como, principalmente, quais músicas escolher, mas respeitando os seus gostos musicais! :D

       Se existe uma coisa que divide ainda mais opiniões e que vai além do sim e não, é ler ouvindo músicas. As minhas melhores leituras foram acompanhadas de trilha sonora, fosse uma playlist criada por mim, outrora, músicas legais que surgiram no aleatório, mas que si adequavam ao momento. Mas, ouvir músicas no momento da leitura depende de alguns pontos importantes (ou não), os quais podem fazer alguém que não curte resolver criar uma playlist literária. Então, montei alguns tópicos (para ser um post rápido e prático) que podem te ajudar/orientar a montar a(s) sua(s) própria(s) playlist, para todas as leituras ou algum livro em especial.

PS: Costumo ler ouvindo canções internacionais, então como está mais para um fundo musical, não costumo me importar muito se a tradução está para a leitura, assim como a leitura está para a tradução (oi matemática).


1. SEU GOSTO (GÊNERO) MUSICAL
               Já que é você quem ira montar sua playlist, é importante que selecione as suas músicas com base no seu gosto predileto. Não adianta eu por musicas aqui que me ajudam na leitura, mas que possa não te agradar, certo? Então, a partir do nosso gosto selecionaremos as canções.

0.1 Música Internacional X Música nacional.
Categorizei ele como um sub-tópico, porque acredito que nem todo mundo curte musicas internacionais/nacional. Mas eu achei importante ressaltar que, eu prefiro as músicas internacionais, pois assim não me distraio entre ler o livro ou dar atenção a letra da música. Ouvindo apenas canções internacionais seria mais como "sentir a voz do cantor" e torná-lo parte do enredo. Compreende?


2. MÚSICAS CALMAS x MÚSICAS RÁPIDAS
              O que impedia-me de fazer a leitura acompanhada de um fundo sonoro é que eu escolhia as músicas erradas. Ex: Em uma cena de filme por exemplo, onde está ocorrendo uma cena de ação, pancadaria e adrenalina, não vai tocar nenhum "Stone cold" da Demi Lovato ou "I won't let you go" do James Morrison. Estaria mais para "Invincible" do MGC feat. Ester Dean. Assim como não daria para eu ler as ultimas páginas de "Proibido" da Tabitha Suzuma ouvindo "24K Magic" do Bruno Mars.


3. PODE SER QUE DEPENDA DO GÊNERO O SEU LIVRO
               Não é por acaso que esse tópico vem logo em seguida ao tópico 2. Se nele aprendemos que pode haver uma grande diferença entre escutar uma música rápida e lenta, aqui pode variar entre gêneros. Ora, por que? A conclusão é quase a mesma coisa:

0.1 Livro romance: na maioria dos livros de romance ou tem cenas tristes, ou fofinhas e felizes. Então é provável que as músicas que iriam combinar mais e embalar a leitura seriam música (calmas), seja elas também com um arranjo musical (e letra) tristes e/ou felizes.

0.2 Livro Distópico: Porém, não podemos nos esquecer que existem os livros onde as situações variam: momentos românticos; ação; drama; etc. Aqui eu te dou duas  dicas:

Dica 1: Você pode criar playlists para determinados momentos de leitura (músicas de ação, músicas românticas, músicas tristes, etc) para ser usado em diversas cenas do livro. Ainda não testei esse método e confesso que o acho demorado. Leva mais tempo até montar cada uma delas. Mas vou iniciá-lo e ver se funciona.
Dica 2: Pode selecionar apenas músicas calmas, pois para algumas pessoas, independente de qual seja a cena, essas músicas vai ajuda a relaxar.



4. DEPENDE DA CENA DA LEITURA
(aplicando as músicas)

               Acima vimos nosso gênero musical favorito e como escolher as músicas. Agora é o momento de por em prática.

Outra coisa que presto atenção é o momento que está sendo narrado. Bom, eu costumo criar uma playlist para o livro que eu esteja lendo, então quando toca alguma que (para mim) não embala a página onde estou eu simplesmente pulo a música e passo para uma que esteja de acordo.

Por exemplo: Na Trilogia Divergente, algumas pessoas talvez prefiram somente músicas leves para relaxar e se concentrar na leitura (dica 2). Porém, quando eu estava lendo, eu ouvia as músicas como um tempero amais para a escrita da autora (não que a Veronica precise disso). Em alguns momentos do Quatro e da Tris eu estava ouvindo "Love me like you do" (Ellie Goulding) e de repente ocorria uma cena de ação e eu já estava ouvindo, por exemplo, Craving do James Bay.



               O que quero dizer, é: dentro dos meus gêneros favoritos: R&B e pop, terá momentos, dependendo da cena que esteja sendo narrada, que irei preferir uma musica mais lenta (ou uma música mais agitada).  O que combinar melhor com o momento. Assim, você também pode começar usando de base o seu gosto musical, e então selecionar as musicas que você ver que melhor combina com o livro que está lendo ou com a cena que está sendo narrada! Por fim, você decide se junta tudo em uma playlist, se monta uma playlist unica para um livro ou uma para todas as leituras. Legal né?

Abaixo estou compartilhando uma playlist literária variada (com músicas para narrações felizes, tristes e de ação) com vocês. Espero que eu tenho organizado isso de um jeito bacana para que você tenha entendido. Então, se você tiver alguma observação a fazer ou duvida, fica a vontade! :D Ah, e me conta quais suas músicas favoritas para ler ouvindo?


Obrigada pela sua atenção!
E nóis, turma!

20/07/2017

Nescau e Prosa | Compras & e-Books

CRÉDITOS

          Não argumentem usando desculpas para compartilhamento ilegal de livros;
          Lutem por mais bibliotecas — mesmo que seja uma salinha cheia de livros doados, ai na sua cidade.


Esse ‘papo’ entre nós não é sobre acabar com a pirataria, mas a tristeza que eu senti ao ler tanta ignorância reunida em uma tarde na rede social apoiando e usando de desculpas para continuar fazendo errado. ”


          Nas últimas semanas nós leitores, blogueiros e escritores pudemos assistir uma movimentação meio tensa e polêmica no Instagram, Twitter e principalmente no WhatsApp. É bem capaz de vocês já saberem do que se trata. É um problema que não é do interesse de alguns — até porque não os afeta (vulgo: insensível), mas que é essencial para nós que trabalhamos com livros conversar sobre todos .

Acredito que a maioria que estão em grupos literários receberam videos de uma autora chateada pelo compartilhamento ilegítimo do seu livro. Isso até entendemos, mas o que pegou ~muito~ mal mesmo foi o porta voz dela usando de palavras que chegam a ser mais incômodas do que o motivo pelo qual ele estava “chateado”. Mas não vamos falar sobre, certo? ;)

Ontem uma escritora e blogueira muito querida pela galera: Babi Dewet que é autora dos livros, twittou o seguinte:

"NÃO LEIA LIVROS EM PDF! É absurdo, inclusive se você for blogueiro e incentivar esse tipo de crime! ISSO É CRIME.
— @babidewet"

          Eu achei super bacana da parte dela falar isso cara, porque eu não vejo muito movimento por parte de editoras e escritores levantando esse assunto. A situação ficou problemática quando uma galera começou a revidar a autora/blogueira dizendo que “não tinham dinheiro para comprar livros”, “que o preço no BR é um absurdo” , que “escritores têm outros empregos para ganhar dinheiro”.

A questão é que foi tanta bobagem tuitada, tanta desvalorização cultural camuflada de argumento que eu cheguei a me questionar se eram realmente leitores que estavam falando aquilo. Será que não aprenderam nada com os livros? Tinha gente dizendo que existia coisas mais importantes para gastar o dinheiro do que com livros. Sim. Existem cem coisas que são prioritárias do dia a dia, mas isso não justifica o crime que as pessoas praticam.

Parecia uma zona de “leitores” praticando o vitimismo contra o “BR é uma b*sta e eu sou uma vítima.” Então, comecei a pensar que, parece que todas as vezes em que reclamamos de algo que está sendo feito de forma errada a galera joga a culpa na crise. Claro. É impossível negar que exista uma crise, mas o que quero abordar aqui é sobre eu e você. Sobre a consciência do leitor e blogueiro. Será que torna menos errado baixar os livros argumentando com os pontos negativo do nosso país? É certo, eu que já não tenho tanto acesso a cultura prejudicar aquele que a produz?

Esse ‘papo’ entre nós não é sobre acabar com a pirataria, mas a tristeza que eu senti ao ler tanta ignorância reunida em uma tarde na rede social apoiando e usando de desculpas para continuar fazendo errado. 

Existem as pessoas que realmente não devem ter grana suficiente para comprar livros, CD e DVD o tempo todo, mas não podemos negar que tem gente que tem condições e ainda assim não o fazem. Sabe, infelizmente a cultura não é gratuita, até porque por trás da arte existe um artista e o mesmo também precisa pagar as próprias contas. Ele precisa do dinheiro da arte dele para viver, porque esse é o sonho de qualquer cantor, compositor, pintor, músico e com o escritor não iria ser diferente. Ninguém vai chegar em um arquiteto, pedir para ele projetar uma casa e sair com o trabalho dele em mãos sem pagá-lo.



          Lembra quando você está assistindo a um telejornal e o infrator diz: “cometi o crime porque não tive outra opção!”? Você tem vontade de rir de nervoso em alguns casos porque sabe que existem sim outras opções e eu irei apresentá-las a vocês em outro post. A minha falta de condição financeira não é desculpas para prejudicar o próximo. A Babi, antes de ter uma editora saiu vendendo seus livros de forma independente, cara.

Fiquei triste ao ver tanta gente que se diz leitor menosprezando a arte e o seu artista. Me pareceu egoísta dizer que a minha falta de condição para comparar um livro é maior do que o seu direito e os direitos autorais da sua arte.

Existe uma pequena biblioteca não governamental na minha cidade e que no máximo são dois exemplares de cada livro disponível, — o que é pouco e muitas vezes o que eu quero ler já está emprestado — mas isso já me ajuda bastante para trazer resenhas para o blog. A última vez que tive grana disponível para comprar livros foi ano passado, então baixar ebooks “gratuitos” na internet se torna bastante tentador, quem nega? E não nego que já o fiz. Mas eu não quero mais fazer isso cara. Não quero que a minha “falta de acesso à cultura” ou “os preços absurdos do Brasil” se tornem motivos para que eu vá contra os princípios que estou estabelecendo.

Do que adianta alguém ter um blog de resenhas bacana se quem o administra está pisando na cabeça das editoras e autores para escrever as resenhas? Do que adiantaria eu falar da crise, de corrupção e da falta de amor no mundo se eu não respeitasse o trabalho e direito do próximo?

Se livro é cultura e a cultura não é gratuita então Fulano deve sim pagar por ele. Agora se o livro não for assim tão importante que mereça ser comprado, Fulano quer ler ele para que? A escola que chamamos de pública na verdade é paga por nós. A gente paga cursinho, curso técnico, curso profissionalizante, então porque não pagar por um livro que também nos traz educação? A gente paga até por livros acadêmicos.

Não pode comprar livros sempre? Tudo bem, a gente entende. Eu entendo. Então vamos junta uma graninha durante o mês e então comprar o livro que deseja ler. Afinal, é melhor ler um livro que você pagou legalmente por ele do que ler vários infringindo a lei e desvalorizando o autor e toda a galera que está por trás dele.

Eu precisa escrever sobre isso, principalmente porque sou leitora e tenho um blog sobre livros. Sabe, se eu amo muito um livro, uma banda ou uma série, eu não irei querer prejudicá-los. Não quero que ninguém se sinta ofendido, pelo amor dos céus!  É apenas uma prosa acompanhada com Nescau (e seja lá qual for a sua bebida, haha) entre nós, está bem? Todo comentário e opinião é bem vindo, desde que não seja comentários ignorantes disfarçados de opinião.

E nóis, turma! 

17/07/2017

Uma Resenha Pontuada sobre: Clube da Luta - Chuck Palahniuk

                  Achei que eu tinha acabado com minhas críticas grandes, mas isso não pode acontecer quando se trata de nada mais fenomenal e clássico do que "Clube da Luta" ou Fight Club escrito pelo Chuck Palahniuk.

QUE CAR*LHO FOI ESSE?

Leve a próxima frase ao pé a letra: na terceira página (11) de história eu soube que esse livro é diferente. É muito complicado falar sobre Clube da Luta, então irei dividir por partes, okay? Um pouco sobre o livro, Narrativa, Trama, Personagens, Escrita do Autor e por fim, as minhas considerações finais. Pega um chocolate quente (ou um sorvete dependendo do tempo ai na sua cidade) e vem comigo.

R E S U M Ã O

                  Clube da Luta foi publicado em 1996 mano e alguns anos depois foi lançado um filme com o Brad Pitt. Estamos no segundo semestre de 2017 e 21 anos depois ainda falamos desse livro e todo mundo que lê fica extasiado. Não é mais necessário uma resenha para você decidir ler essa obra.

Clube da Luta é um livro que trás em sua narrativa personagens normais como qualquer um que podemos encontrar em uma caminhada na rua e com problemas ainda mais comum na nossa sociedade. Não apenas na atual, saco? Mas desde os primórdios (talvez) dos tempos. Chuck trás ao centro principal o Tyler Durden, um Cara Que Não Sabemos O Nome (e que só vim perceber isso lá para o fim do livro) e a Marla Singer. Existe alguns outros personagens secundários, mas esses são os três pontos extremamente principais que o escritor usa para desenvolver a trama e tudo mais. É por ai onde tudo se inicia. Temos que ir aos poucos, está bem? Não quero estragar o mistério e magia desse livro, então relaxem que não é falta de informação.


N A R R A T I V A  &  T R A M A

                  Essa parte com certeza é a mais curiosa e diferente e foi por isso que eu disse que o Chuck foi diferentão escrevendo CL. A primeira página de história já se inicia com o personagem principal tendo uma arma apontada pelo (descrito como) melhor amigo, Tyler Durden para sí. Os dois estão no alto de um prédio e o Tyler está com a arma enfiada na boca do amigo/narrador e falando normalmente e calmamente que os dois vão morrer - como se fosse um tipo de update maravilhoso que se faz na vida, sacó?

Porém, o personagem Que Não Sabemos o Nome (vamos chamá-lo de Seis nessa resenha, okay?) começa a ensinar para nós coisas do tipo: como construir várias bombas caseiras diferentes e outros momentos importantes para a narrativa do que aconteceu antes deles estarem ali. Isso não é chato, pelo contrário, é essencial e acontece a todo o tempo no livro. Fiquei um pouco perdida nos primeiros capítulos, mas é normal, porque o tempo não é linear, entende? Em um capítulo é presente e no outro é um passado-presente, no capítulo seguinte já é um futuro-passado, é algo bem crazy e fantástico! Não faz o leitor se perder, na verdade deixa-o curioso sobre quem está narrando e que espaço-tempo é aquele. A escrita do Palahniuk traz uns toques de mistério, acostume-se.

"Em vez de fazer o personagem caminhar de uma cena para a outra em uma história, tinha que haver um jeito de simplesmente... Cortar, cortar e cortar. De pular. De uma cena para a outra. E sem perder o leitor. De mostrar cada aspecto da trama, mas apenas o cerne de cada aspecto. O momento central. Depois outro momento central. Depois outro." — Chuck Palahniuk

Como lê-mos acima, o escritor não fez uma narrativa de um minutos após o outro, mas apenas as partes importantes. Talvez CL tenha durado seis meses ou talvez um ano, não se sabe (pelo menos eu não), isso porque a forma criativa e inteligente do Palahniuk, selecionou apenas cada momento central da história que é necessário para que nós entendamos e que envolve o Seis, Tyler Durden e a Marla Singer.


                  Pela forma que falei sobre como o livro se incia parece que já começa com um drama ou desespero, mas não. Não tem drama cara, não tem aquele desespero que lemos em livros como Proibido ou o livro mais agonizante de HP. Isso torna a obra ainda mais rica, porque os personagens narram tudo, inclusive as situações mais estranhas, de um jeito tão normal e... normal. É como andar em cacos de vidro sem se preocupar que são cacos de vidro.

O Chuck falou sobre isso também. Ele queria escrever algo com sentimentos e um pouco de crítica, mas sem ser tão meloso: "Ele teria que dar aos homens uma estrutura, papéis, as regras de um jogo, mas não de um jeito sentimental e tocante." E ele conseguiu cara. Clube da Luta tem um pouco de romance, perda de empregos, as desgraças que acontecem, mas sem aquela jorrada de sentimentalismo e chororo.

Os personagens vão narrando os acontecimentos parecendo que estão apenas contando uma história. Não sei como eles conseguem serem tão indiferentes e presentes ao mesmo tempo. O leitor vai se afundando na história sem saber se é pela escrita, pela curiosidade e quando percebe não larga mais o livro, e então ele acaba e eu fiquei tipo: Pera. Eu preciso saber mais! Eu... Que aconteceu aqui cara? Sabe, eu preciso ler uma resenha em que alguém tenha encontrado palavras para explicar o que é o Clube da Luta, porque não dá cara. Só encontrei duas palavras até agora: Louco e Sensacional.


P E R S O N A G E N S

                  As características de cada personagem vão sendo reveladas aos poucos conforme o Seis vai narrando as várias situações em vários ambientes e cidades diferentes. Ficamos cientes que existe um Tyler e uma Marla já na primeira página. Assim que recebi algumas informações sobre a situação e o ambientante, minhas primeiras impressões sobre o Tyler foi: Ele deve ser aquele amigo louco, que no ensino médio faltava as aulas, mas se dava bem nas provas; que acha que a vida é muito importante para desperdiçar com coisas fúteis e que provavelmente o Seis vivia tentando por ele na linha. Bom, a ultima impressão estava um tanto errada.

A Marla Singer foi uma personagem que levei algumas viradas de páginas para ter uma boa ideia sobre ela. Mas ela faz a linha mulher cheia dos problemas e que pensa e se preocupa demais no grande espaço que é a sua mente. Só que, por fora você enxerga algo como uma mulher com um cigarro entre os lábios, roupas exageradas e um olhar de "não estou interessada." Mas notei que quando se trata do Personagem Que Não Sabemos o Nome, ou Seis como o apelidei, ela passa a ser mais extrovertida. Ela é a mulher que quer morrer, mas a morte não quer vê-la ainda.

O Seis (Personagem Que Não sabemos o Nome) é um dos narradores (acredito que não seja só ele) e é tipo o personagem central, sacó? O cara tem um ótimo emprego, um chefe meio sei lá, um apartamento bacana e moveis fantásticos. Na verdade ele parece ter um fetiche por moveis. O cara parece ter uma vida fantástica, mas justamente por isso ele vive chateado/entediado. Mas, eu tenho certeza que ele não era feliz. O cara tinha tudo de material e por isso ele achava que estava realizado, mas ele estava pobre espiritualmente.

Isso é toda a informação que posso dar a você. Não posso te dizer se são personagens divertidos ou determinados e fortes. O Chuck apenas pegou três personagens e escreveu pontos centrais de uma história. É por isso que é complicado escrever sobre Clube da Luta, pois é uma obra diferente e é algo que você só vai entender se ler.


E S C R I T A   D O   A U T O R

                  Fascinada. Surpresa. Inspirada. Esperançosa. Foi assim que fiquei lendo Clube da Luta e mais uma vez eu não precisei chegar no meio do livro para perceber isso. Quantas vezes já não amamos a escrita de algum autor, seja ela por ser detalhada ou rápida? Porém, não foi nenhuma dessas coisas que me fez amar a escrita do Chuck Palahniuk em Clube da Luta.

Ele disse uma vez que Clube da Luta foi primeiro um conto de apenas sete páginas, hoje o livro possui 270! Eu não sei nomear a escrita dele, mas é algo cru, sabe? Chuck escreveu apenas as cenas centrais e importantes; muitas vezes parecia que os personagens estavam conversando conosco pela forma dos diálogos; a história não é muito linear, mas ele soube manipular tudo para que nós leitores não nos perdêssemos de uma cena para outra ou de um acontecimento para outro. Céus... nunca li uma escrita assim.

O livro foi publicado em 1996 e eu pude notar a diferença da escrita de um autor daquela época para um autor atual. Obviamente com o passar das edições algumas palavras mudaram e ficaram mais atuais para que pudêssemos entender. Porém, eu fiquei questionando-me: será que essa escrita tão crua, apressada e cheia de reflexão era natural naquela época?

      Talvez, nenhuma crítica que você veja vai te dar o que você quer saber sobre Clube da Luta, porque você não sabe que precisa desse livro até você está lendo ele. Clube da Luta trás os personagens mais simples e confusos, loucos e normais, que eu li. Eles têm uma vida e uma rotina, mas que o Chuck usou para implantar uma critica. Mas dessa vez a crítica não vai para alguém em especial, mas para TODOS NÓS! A questão é: você vai querer ver? Você vai admitir que está dentro desse grupo que é abordado em Clube a Luta?

Quando peguei esse livro achei que iria ler um romance entre em um cara bombado, uma mocinha e muita luta e reviravoltas... Não meus queridos Confidentes. O Clube da Luta citado aqui não se trata de socos e prêmios. Se trata dos motivos que te fazem querer estar lá dentro. É uma metáfora! Essa resenha pontuada sobre o lado material do livro ficou um pouco grande (como já era esperado), mas se quiser conferir a parte mais filosófica clica aqui e você vai ser redirecionado para lá. Mas... a regra numero um: você não fala sobre o clube da luta, okay?

CRÍTICA (QUASE FILOSÓFICA) SOBRE CLUBE DA LUTA


F I C H A  T É C N I C A
Título Original: Fight Club
Autor: Chuck Palahniuk
Editora: LeYa
Páginas: 272
Ano: 1996 / 2012
ISBN-10: 8580444497
Classificação: 5/5 +
(Favorito)
SINOPSE: AQUI

PORTAL GEEK // Elenco principal do live-action Aladdin da Disney

Imagem: Aladdin
           Na convenção anual D23 2017 realizada no ultimo final de semana, a Disney revelou o calendário com os próximos live-action de Mulan, uma versão de O Quebra Nozes, Rei Leão e vários outros. Também confirmou o elenco dos protagonistas da versão live-action de Aladdin. O mesmo já está sendo desenvolvido e sob a direção de Guy Ritchie — o qual dirigiu filmes como Sherlock Holmes (2009) e Rei Arthur: A Lenda da Espada.. Damina Shannon e Mark Swift estão por conta do reteiro. 
Montagem: Livros & Um Segundo Mundo
        Interpretando o personagem principal Aladdin, está o ator egípcio-canadense Mena Massoud, enquanto Naomi Scott que trabalhou em filmes como Power Rangers - O Filme, Perdido em Marte e Lemonade Mouth fará o papel da Jasmine. Will Smith também se encontra no elenco e deve ser o Gênio da lampada. Provavelmente para criar uma trama ainda mais profunda e um pouco diferenciada, junto da história em si do Aladdin, As Mill e Uma Noite também estará sendo usada como inspiração.


Mas iai, gostaram da escolha para os autores principais?

 

05/07/2017

Listando 5 // Badboys da Ficção (Seriados, Livros e Filmes)

        Antes de iniciarmos o post vamos à definição de BadBoy: "Cara mal encarado, machão, marrento, brigão. Aquele que não leva desaforo de ninguém." 

Ultimamente o que mais temos visto/lido é sobre esses caras nos livros, series e filmes. São os personagens que gostam de ultrapassar os limites, que não tem regras e vivem como se fossem o ultima dia de suas vidas. Sem esquecer é claro, da jaqueta de couro preta e de um automóvel potente! Esses personagens no fim das contas (normalmente) acaba tendo uma queda amorosa por uma garota e eles acabam sendo "domados" pelo amor.

Mesmo com essa definição não muito agradável, na maioria das vezes também acaba ganhando o nosso coração, não é verdade? Eles têm aquela "pegada misteriosa" e quem não gosta de um mistério? Organizei quatro personagens BadBoys da Ficção para o post, e ai vem eles.


5º  L U G A R 
 
Créditos:Bianca Ribeiro

       Cruel DeVil

       O Cruel é um personagem principal do livro de mesmo nome escrito pela Bianca Ribeiro e que está disponível na plataforma digital Wattpad, mas estará sendo retirado hoje (+info.). É um livro bem legal. Recomendo a leitura.

O cara é jovem e tem 23 anos, mas diferente dos personagens aqui nessa lista, ele não faz o tipo que usa jaquetas de couro, botas de motoqueiro ou dirige a própria moto. Na verdade Cruel é o cara mais mimado quando se trata de grana. Porém, a sua personalidade é altamente diferente: autêntico, fiel, atento aos detalhes, calculista e dono daquele toque de sarcasmo, segurança e ironia que eu tanto amo.Ah! Sem esquecer que ele é o fundador da alto estima.

Como uma pessoa com essas características podem conquistar tanto alguém?? Não sei! O Cruel faz o estilo mais fino dos badboys! Cheio de estilo e bastante mandão, mas que ainda assim você acaba concordando com ele em boa parte do enredo, seja por graças a Rose (uma adolescente de 17 anos que dobra o rapaz de um jeito que ele até nega admitir na maioria das vezes) que é meio tolinha em alguns momentos; ou porque ele sabe agir do jeito certo e na hora certa!

Maratonei esse livro de 113 capítulos em mais ou menos 7 dias, porque ele estará sendo removido as 23:59 de hoje. Eu ficaria bastante triste se não soubesse que a autora o estará publicando novamente. <3 Espero adquiri-lo em breve e trarei uma resenha, já que algo sempre acaba sendo modificado quando é publicado. Muita luz e sucesso a autora. 


4º  LU G A R



        Daniel Kalbi da trilogia Dark Divine: Infelizmente são livros poucos falados aqui no Brasil e que deveriam ser mais reconhecidos, principalmente pelas pessoas que gostam de mistério, romance sobrenatural (lobisomem, vampiros, etc) e ação.

Uma família onde os homens foram amaldiçoados para se transformarem em lobisomens — ai já sabe né? Estresse, adrenalina, muito romance e amor proibido e todas essas coisas e romance sobrenatural. Então o jeito badboy já está no sangue! haha

Depois de desaparecer misteriosamente, Daniel Kalbi retorna a sua pequena cidade natal e reencontra a irmã do seu ex-melhor amigo. Daniel mesmo com aquele jeito arrogante, independente e mandão sempre dava um jeito de trombar com Grace pelos corredores o colégio e na pequena cidade onde moram.

Grace precisa ser a boa garota e uma filha educada por ser a filha do pastor da cidade. Usando desse pretexto ela, sempre que podia, arrumava uma maneira de ajudar o garoto que parecia estar sozinho na vida — ou é o que alguns achavam. E ai toda a aventura começa, envolvendo assassinatos pela cidade, segredos entre a família do Daniel e da Grace, muito Love e suspense. Os dois começam a se envolverem criando aquele clima entre o garoto misterioso e a garota desbravadora.

Quando menos se espera: lá está Grace. Apaixonada pelo cara que era visto por todos - incluindo a família dela, como um rapaz ruim e perigoso.


3º  L U G A R 

Personagem indicado por admiradores da série
          Patch Cipriano da Serie Hush Hush - Becca Fitzpatrick: Listando um dos meus BadBoys favoritos, o Patch com certeza estaria em uma posição melhor, mas diante dos próximos que estão por vir você irá perceber que a concorrência está grande! Patch é um Fallen. Um anjo caído! Creio que só está informação já conseguimos notar que ele não foi um bom rapaz, haha.

"Os olhos de Patch eram como orbitas negras. Absorviam tudo e não devolviam nada." — Nora.(Hush Hush — Sussurro)


Esse é aquele personagem que só de lembrar, você o imagina todo vestido de preto, com um sorriso de canto e falando alguma frase cheia de duplo sentido (e desmaiando de amores e saudades).

"— Aposta quanto? — Patch
— Cinco dólares. — Nora
— Prefiro sua jaqueta.
— Você quer a minha jaqueta?
— Quero você sem ela." — (Hush Hush - Sussurro)

Os dois primeiros livros da serie são narrado por Nora. Por culpa de uma mudança de lugares em sala de aula ela é obrigada a se manter perto de Patch, mesmo quando se mostra constrangida ao lado do rapaz e tenta convencer o professor a trocá-la novamente. 

Aos poucos ela vai se aproximando do boy e se interessando - não pelo lado bom, mas justamente pelo lado mais escuro dele. Mas o nosso querido Patch, tem planos totalmente diferente para a pobre garota.

Patch é com todas as consoantes e vogais o personagem mais 
determinado, corajoso e inteligente que já li. Ele não muda como os personagens dos outros livros fazem ao conhecer uma garota, e olha que ele é o personagem principal. Patch também consegue ser arrogante e gosta que tudo saia do jeito como ele planejou. Consegue esbanja aquele ar de autoridade e confiança quando está no meio das pessoas. Aproveito para recomendar a série, juntamente com os diálogos lindos e sexy.

Personagem indicado por admiradores da série.


 2º  L U G A R 

Imagens do filme "Sou Louco Por Você 2"
        Hugo do Filme 3 Metros Sobre El Cielo, denominada aqui no Brasil "Paixão Sem Limites" e também o volume dois: “Sou Louco Por Você”. Fiquei em duvida se o Hugo ficaria em segundo ou primeiro lugar, mas creio que o próximo seja merecedor do pódio.

Hugo, ou "H" como os amigos costumam o chamar, mesmo com a pose de mandão e de perder o controle literalmente quando arruma brigas, se mostra um personagem bem humorístico e cínico. No início ele pode parecer apenas mais um tentando se fazer de durão, mas o H tem toda uma história por trás de suas ações. 

Quando o primeiro filme terminou, achei que ele iria desabar de vez e não aguentaria mais. E mesmo não tendo o apoio de quem deveria está com ele naquele momento, ele continuou.

Gostaria de ter feito uma resenha desse filme. Mas quem puder assistir, assista!

"— Eu não posso fazer tudo que eu quero. Existem regras.
— Quebre as regras!" — Hugo (Sou Louco Por Você)

"— Eu não entro em nenhum lugar que não saiba sair." — Hugo. (Sou Louco Por Você)


Imagens do filme Paixão Sem Limites / 3 Metros Sobre El Cielo 1

1º  L U G A R

      Damon Salvatore da Serie de TV The Vampire Diaries. Aah, o Damon! Ele não poderia faltar na lista, certo? Para ser BadBoy, não basta ser "boy" tem que ter a parte "bad" também. haha

Confesso que tinha vontade de matar o Damon. Não bastava ser chato e mandão, ele tinha que chantagear com a vida de pessoas inocentes. Ele é o típico mulherengo, com botas, jaquetas de couro, que faz as garotas escalar apenas com um sorriso e que quer fazer tudo do seu jeito.

Fiquei com muita raiva nos primeiros episódios da primeira temporada quando poderiam ter eliminado ele, mas não o fizeram. Com o passar dos episódios pude conhecê-lo melhor, percebendo que ele não passava de mais um personagem que apanhou da vida — ou será da morte?

"— Quer um parceiro para o crime? Esquece o Stefan. Eu sou muito mais legal!" - Damon 




"— Eu estava errado. - Damon
— Ta bêbado? - Elena
— Não!"

Mesmo com seu jeito matador, Damon sempre faz de tudo para proteger aqueles de quem gosta. Ele vive totalmente a beira do limite — denominada Elena. Na minha opinião sempre será ele que irá salvar o dia (contraditório não?) e como o mesmo diz: Stefan apenas limpa a bagunça que ele precisou fazer.

"— Você me matou. — Alaric
— Você me irritou. — Damon
— Você me matou!
— Olha Rick, eu tava nervoso, todo mundo anda dizendo como devo me comportar!"

"— Tava fazendo o que? — Damn.
— Estava negociando a paz por você. — Steffan
— Mas eu não quero paz!!"

        Vocês acham que a ficção acaba distorcendo o significado BadBoys? Talvez. Mas olhando por outro lado, na vida real existem pessoas assim. Esses personagens possuem em comum o fato de já terem acontecido algo no passado que os fizeram mudar. Todos eles precisavam apenas de alguém que se importasse com eles e os desse uma segunda chance. No fundo, o que os ajudou foi o amor por suas garotas. E o amor meus Confidentes, eles mudam as pessoas!


"— Anjo. Estar perto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la. Mas já cai uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginarem que estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre." — Patch.